quinta-feira, 3 de março de 2011

Lenny Kravitz, Mos Def and More Jam for Gulf Aid


Uma interessante mistura entre o jazz tradicional e o rap. Não é de hoje que o rapper Mos Def se vale dessa alquimia. Dessa vez Lenny Kravitz, Preservation Hall Jazz Band e vários outros músicos se juntaram em uma jam sessiom que durou 12 horas, para gravar uma música em apoio as vítmas do vazamento de óleo do Golfo do México. O projeto é na verdade uma iniciativa da ong Gulf Aid que atua na área de conservação da pesca e das costas marítimas norteamericanas. Diferente da fuzão do jazzmatazz (rap com jazz), o instrumental gravado nessa jam session é orgânico e soberbo. Somado a voz e a poesia de Mos Def, a sessão tem o balanço clássico do jazz e ousadia para falar de temas atuais. Uma curiosidade é a participação do ator Tim Robbins na produção. É a música em favor do humanitarismo. A mistura é recomendadíssima. Confiram o resultado.

Rascunhos


Desenho Pavão Mc

Programa Ação Periferia 26 de Fevereiro de 2011


Ação/ 26 de Fevereiro-2011 by Ação Periferia

Nesse Programa:
* Homenagem a Wilson Simonal - Música: "Vem Que Nem dez nao"
* Momento Rap Nacional - Notícias do Portal Rap Nacional - rapnacional.com.br
* Interação: O Grupo Equilíbrio
* Lançamento: Nicole com a música: "Inspiração"
* Blog da Periferia:
Inscrições Abertas LIIBRA-DF - cufadf.org / liibra
Aberta uma temporada de filmes Brasileiros no Museu Vivo da Memória Candanga
De Janeiro a Junho
Grupos: Ao Cubo, Relato Bíblico, X, MV Bill, Nicole, Da Guedes, AfroNordestinas, GOG e Lenine

Prêmio Melhor Demo no Festival Consciência Hip Hop 2008


Entrevista concedida ao coletivo Espaço Cubo de Cuiabá, MT, por ocasião do Festival Consciência Hip Hop de 2008, onde vencemos a categoria Melhor Demo.


terça-feira, 1 de março de 2011

Besouro Mangangá parte 2



Desenho Pavão Mc

Consciência Periafricana


Vídeo Hip Hop do Cerrado, gravação Lance

Pátria sem memória, quem escreveu a sua história e me colocou nos roda-pés dos livros de escola? Incentiva o preconceito e amnésia induzida, reproduz outra cultura e a minha tá esquecida. Mas não esqueço minha raiz, minha origem, meu passado, fui sequestrado, não sou português, então não me venha com fado. É fato, que por aqui o apartaide é disfarçado, aliena a sociedade e deixa o povo negro massacrado. Nossa bandeira colorida não contempla minha cor, democracia racial é só pra quem acreditou. Porque na prática a tv é branca monocromática, vendem a ilusão de uma Europa dentro dessa grande África. Branqueamento, do pensamento que confunde por fora e por dentro, do tipo que justifica a minha tez a todo o momento, me transforma num vampiro e dificulta o reconhecimento de um preto brasileiro, com único intento: Enegreser a consciência por fora e por dentro! Punho cerrado e mão pro alto, eu represento: Salve Zumbi! O líder desse movimento, que há muito tempo não se deixou subjugar e com um grito do quilombo chamou outros a lutar. Palmares! Sinônimo de nossa resistência, história escrita a sangue, ferro, dor e insistência. Povo bravo, alma guerreiro, batalhador, a verdadeira história que pulsa viva no meu griout. Canto negro moderno há muito deixou de ser lamento. É RAP e HIP HOP, ação direta pro seu tormento. Ei irmão, eu já disse, mas pra você gravar, Africania está no ar e vai soar, sem cansar, até outro tomar o meu lugar. Um filho negro dessa pátria que tem muito pra falar!

(Poesia Pavão Mc)