quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gil Scott Heron



Dia 27 de maio morreu uma grande referência do rap, jazz e soul, o cantor Gil Scott Heron. Conheci a obra de Heron muito tarde. Mas nem por isso deixei de mergulhar na musicalidade desse extraordinário poeta e ativista negro. Heron é considerado um dos precurssores do rap norte americano. Segundo o próprio Heron, sua musicalidade foi muito influenciada pelo jazz de Coltrane e Miles Davis. A voz e o 'flow' de Gil Scott Heron era muito peculiar. Uma mistura do canto 'griot' estilo Last Poets (um post que farei em outra oportunidade) com o 'spoken-word' de Amiri Baraka (com certeza outro post futuro). Com letras ácidas e extremamente críticas foi um artista ávido e atento ao cenário político e social de seu tempo. Lançou mais de 20 álbuns. Após 16 anos sem produzir, lançou este ano, o álbum 'I'm New Here', cujo vídeo clipe segue a baixo. O espírito inquieto de Scott Heron rendeu também um importante retrato de época, o livro Abrutre. Tudo que Gil Scott Heron escreveu ou cantou me inspirou e continua a inspirar. 'A revolução não será televisionada, se não pelo diploma, pela foice ou pela espada.' 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tippi e A Ilha de Nim



Minha mulher me mandou essas fotos maravilhosas de Tippi, uma garotinha francesa que nasceu na Namíbia em 1990. Os pais de Tippi são fotógrafos da vida selvagem e registraram a pequena senhorita crescendo e se esbaldando a companhia de vários animais. Minha memória de bibliotecário escolar me trouxe a mente a pequena Nim, da obra de literatura infantil de Wendy Orr e ilustrações de Kerry Millard. A Ilha de Nim foi adaptada para o cinema, cujo filme ficou bem simpático. As fotos de Tippi são lindas e me lembram Kerry Millard. 


























segunda-feira, 6 de junho de 2011

Os Inumanos de Paul Jenkins e Jae Lee


Na última semana senti saudades em reler a mini série Os Inumanos, de Paul Jenkins e Jae Lee. Esta é com certeza uma das minhas histórias favoritas. Paul Jenkins ganhou fama no mundo dos quadrinhos ao escrever essa, que na minha opinião, é uma das mais criativas e engajadas histórias de super heróis. Um mix de referências literárias, mitologias e um pano de fundo político pra lá de interessante. A cidade de Attilan é isolada do resto do planeta. Uma sociedade reclusa e singular governada por Raio Negro, rei dos Inumanos. O rito de passagem da 'transformmação' define quem serão os futuros cidadãos de Attilan, com seus super poderes. Define também quem serão os cidadãos de segunda classe, os 'Alfa-primitivos. A narrativa costura as intrigas e ciladas de um rei deposto para tomar o trono de Raio Negro, a sobrevivência de um 'alfa-primitivo' no submundo da cidade, as histórias da complexa cultura inumana, simultaneamente as vésperas de uma invasão a cidade de Attilan. Já puxando sardinha pra minha brasa, Raio Negro é o meu personagem preferido. O rei silencioso governa seu povo sem proferir uma única palavra, pois do contrário, pode devastar toda a terra. Os poderes de cada cidadão de Attilan que passam pela transformação, também são uma curiosidade a parte. Completando os atrativos desta série, Jae Lee apresenta desenhos primorosos. Cada personagem ganha contornos épicos e dignos de 'Asgard' ou do 'Olimpo'. Os Inumanos nunca foram heróis de primeiro escalão da Marvel. A mitologia apresentada por Jenkins  e Jae Lee eleva estes seres ao outro plano. 






sexta-feira, 3 de junho de 2011

tUnE-yArDs de Merrill Garbus



Tenho ouvido freneticamente essa fantástica e talentosa cantora chamada Merril Garbus. Merrill acaba de lançar o álbum tUnE-yArDs. Além de ótima compositora, arranjadora, Garbus é encantadora e poderosa no palco. Esse vídeo foi gravado no festival SXSW este ano. Não, Merrill não tenta imitar Fela Kuti, mas admite influência direta do mestre do Afrobeat. Segundo ela, esse é o seu primeiro trabalho gravado em um estúdio de qualidade e com um engenheiro de som de verdade. No melhor estilo faça você mesmo, Merril aprendeu a dominar as técnicas de produção para ser independente. Aliás, quem assistir perceberá o que eu digo. Ela se torna muitas no palco. A senhorita cantava muito nas estações do metrô de Montreal. Criativa, afinadíssima, boa compositora e performática. Indico grandão. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A hora da estrela!



Lembrança de CORALINA


Goiás Velho e Caldas Novas


Cafezinho fresco,


garrafa antiga


S i l ê n c i o,


o peito se cala e
engole o soluço da vóz.


(Homenagem, 1/6/11).

O foto-realismo de Alex Ross



Alex Ross tem seu lugar garantido no hall da fama dos desenhistas em quadrinhos. O traço estilo foto-realismo, da vida a personagens e super heróis que não passariam de caricaturas na vida real. Anônimos, amigos e até seu pai, já foram imortalizados em suas histórias. inclusive o próprio Ross já se fotografou inúmeras vezes como modelo para seus desenhos. E por falar em super heróis de verdade, seus desenhos me lembram muito o filme Corpo Fechado do diretor Night Shyamalan, mas isso é um post para outro dia. Ross ficou conhecido mundialmente por duas grandes publicações, Marvels (para a Marvel Comics) e Kingdon Come (para a DC Comics). Dê uma passada no site oficial de Alex Ross e confira outras artes magníficas.