Decifra-me ou te devoro,
Ventania menina da lente
Faz brisa quando me assolo
Oásis na minha mente
Sabe o que te faz tão bela?
Não é a luz que te releva,
Nem a tela ou diafragma
É seda que te veste,
Pele quente do magma
Toque de adaga,
Tesão de epiderme que ferve feito lava
No ocaso ou alvorada,
Prometeu inveja minha sina,
Viver Oxum dos prazeres
Com minha Ventania Menina.
(Pavão, 2011).




