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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ode a Ventania



Decifra-me ou te devoro,
Ventania menina da lente
Faz brisa quando me assolo
Oásis na minha mente
Sabe o que te faz tão bela?
Não é a luz que te releva,
Nem a tela ou diafragma
É seda que te veste,
Pele quente do magma
Toque de adaga,
Tesão de epiderme que ferve feito lava
No ocaso ou alvorada,
Prometeu inveja minha sina,
Viver Oxum dos prazeres
Com minha Ventania Menina.

(Pavão, 2011).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Haikai-me

              Meu 
       haikai 
    geralmente 
       trans
        borda 
            na BEI
                 R
                A
        DA 
      Tenho formato 
               dE
      CONTinente  
      Tão latente 
quanto o WALKING BASS 
             de um combo 
                     de 
           JAZZ.


 (Pavão, 22/10/06)

terça-feira, 22 de março de 2011

Refrão de um Boêmio

Desenho Pavão Mc

Refrão de um Boêmio


Bângu, bambu, bambuzal
Batendo o bambu a boemia
Basta-me o baço brilho do bordel
Beijos e abraços
Vivendo a balda dos bons boleros passados
Pudera uma vez mais bailar como outrora bailara em meio ao bambual de boêmios
Bardo boêmio
Preso a devaneios banais
Bulia-me a bares, boates, botecos e butiquins
Bocas borradas de baton
O balbúcio de boleros junto a balbúrdia burguesa
Nas bêbadas batidas fortes dos baticuns noturnos dos bares
Baiúcas,
Esquinas
Ruas
Motéis
Bairros
Becos e bordéis
Nada soa estranho aos ouvidos do boêmio
Bate-me agora o banzo dos bons tempos
Vivendo a pândega vida das bossas novas passadas porém eternas
Pudera uma vez mais bailar como outrora fiz em meio ao bambual de boêmios

(Wander Pavão, 1996)