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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Recital lírico Canções Perversas


Essa história foi um recital poético na qual fui convidado pelo poeta, dramaturgo e doutor em Biblioteconomia, professor Antônio Miranda, a recitar poesias de seu livro Canções Perversas. Ainda com meus dreads de 'Sansão', a noite foi deveras interessante, com direito a monólogo, jogral a apresentação musical. Uma honra ser convocado pelo Miranda, um literato vivo de uma geração poeticamente prolífica.   


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fazendo história!




Matéria publicada no blog de Elsânia Estácio sobre o programa Ação Periferia. Jogando a real, me sinto um felizardo por poder contribuir com o programa. O Ação Periferia é a história viva em decibéis. Nunca houve na história do hip hop no Brasil, um programa de rap brasileiro em rede nacional. Na última terça-feira, dia 26/04, os rappers Rappin Hood e Gog estiveram em um debate no CCBB aqui em Brasília. Em resposta a minha pergunta, o professor e filósofo Paulo Arantes, me surpreendeu ao responder de maneira extremamente sóbria, que para sermos auto sustentáveis enquanto movimento, deveríamos nos propagar e para isso, deveríamos aumentar nosso alcance em escala maior. O Ação Periferia é para todo o Brasil, para todas as quebradas e guetos. Estamos nas ondas da AM, que se propagam bem melhor que a FM. Estamos na web. Estamos fazendo do nosso jeito. Descobrindo, nos apropriando, nos aprimorando, nos multiplicando e nos propagando. A revolução pode até não ser televisionada, mas provavelmente será noticiada no Ação Periferia. Programa Ação Periferia, todos os sábados, de 12h às 13h, na Rádio Nacional AM, 980 kHz.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cácto Brasil

Desenho Pavão Mc


Homem com fome
Consome
Some
Sem força,
Se enforca
Em falsa fé
Some fraco
No aperto da nuvem
Espera infame,
De chuva ao faminto
Minto!
De sono profundo
Infinda sacia
Homem com fome
se inflama
queima a caatinga
Com fome
afana até fel
Fome
Não some,
Só soma
Inani e mina,
O espírito em transe,
que sonha enfartar,
não ele,
a família.
(Poesia Pavão Mc).

terça-feira, 29 de março de 2011

Poeminhas Pretos



Desenho Pavão Mc. 
Título: Cansado.




Amor clandestino é invisível
O fuzível geralmente é preto
Na entrelinha está escrito:
"Te espero no coito!"
E se afoito, vira feijoada.


***


Dejanize, eu e o monte.
Talvez meio escaleno, mas no fim equilátero
Sambei! Deixa pra amanhã.


(Pavão Mc, 2004)

terça-feira, 22 de março de 2011

Refrão de um Boêmio

Desenho Pavão Mc

Refrão de um Boêmio


Bângu, bambu, bambuzal
Batendo o bambu a boemia
Basta-me o baço brilho do bordel
Beijos e abraços
Vivendo a balda dos bons boleros passados
Pudera uma vez mais bailar como outrora bailara em meio ao bambual de boêmios
Bardo boêmio
Preso a devaneios banais
Bulia-me a bares, boates, botecos e butiquins
Bocas borradas de baton
O balbúcio de boleros junto a balbúrdia burguesa
Nas bêbadas batidas fortes dos baticuns noturnos dos bares
Baiúcas,
Esquinas
Ruas
Motéis
Bairros
Becos e bordéis
Nada soa estranho aos ouvidos do boêmio
Bate-me agora o banzo dos bons tempos
Vivendo a pândega vida das bossas novas passadas porém eternas
Pudera uma vez mais bailar como outrora fiz em meio ao bambual de boêmios

(Wander Pavão, 1996)